Programa ''Pânico'' na Band fica no ar até Dezembro de 2017

“Pânico”, programa que fez bastante sucesso no século passado na RedeTV! mas que foi adquirido pela Band na tentativa de alavancar a audiência dos domingos. Márvio Lúcio, que ficou conhecido na atração como o Carioca, confirmou o fim do programa em entrevista à revista VEJA. Ele contou, inclusive, até quando o “Pânico” ficará no ar, e qual foi a reação da equipe ao receber a notícia do cancelamento.

“Fomos informados de que estaremos na Band só até dezembro. É claro que ficamos tristes. Há cerca de 100 pessoas que trabalham lá. Só eu, tenho 21 anos de programa no rádio e catorze de TV. Mas o grupo não vai acabar: continua no rádio e pode ir para outra emissora”, revelou. O humorista acredita que a atração comandada por Emílio Surita deve ser considerada um marco na televisão brasileira por ter revolucionado o humor, especialmente pelo fato da TV na época ser “extremamente careta”.

“A Globo exibia a novela Celebridade e vivíamos um tempo em que era proibido criticar celebridade.  O Pânico confundiu. Dávamos 18 pontos na RedeTV. Tem noção? Uma nova geração de humoristas surgiu como nunca se viu no país”, completou.

Carioca ainda falou sobre a saída de vários humoristas, que contribuiu para a “decadência” do “Pânico”. Segundo ele, muitos deixaram a atração porque “cresceram nas redes sociais e conquistaram sua autonomia artística”.

“Embora eu tenha um bom número nas redes, nunca pensei assim. Fiquei preocupado em sair e atrapalhar o programa. Mesmo sabendo que já não passávamos por um momento fácil, cheguei a um acordo com os colegas, por uma questão de carinho”.

Ele ainda falou sobre o personagem Bolsonabo, imitação do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Carioca não se importa em levantar ainda mais a popularidade do político, e afirma não sentir rejeição por interpretar alguém que divide opiniões.

“Vou contar um segredo que me agrada: com esse personagem, pude driblar o politicamente correto e falar de assuntos que hoje são tabu, como feminismo e machismo. Driblei essa coisa chata do politicamente correto. Para mim, é a maior vitória“, disse.

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