Di Paullo & Paulino estão no melhor momento de uma carreira

Os mineiros de Martinho Campos, que começaram a cantar ainda garotos (com 9 e 11 anos, respectivamente) por influência do pai sanfoneiro, festejam a abertura recente de novos mercados – eles passaram a tocar em emissoras onde antes não tinham passaporte de entrada e cresceram muito no ambiente digital, algo pouco provável em se tratando de representantes do sertanejo mais tradicional. Tudo isso por conta do último DVD da dupla, Nós & elas, lançado pela Som Livre em fevereiro deste ano. O álbum, que conta com algumas participações femininas, reúne regravações do repertório da dupla e de outros artistas, além de inéditas.

O grande destaque do projeto é o single Estrelinha, gravado com Marilia Mendonça. A canção, de melodia suave e letra acolhedora, fala sobre a perda de um ente querido e propõe uma forma lírica e transcendental de contato. “É uma música com a qual todo mundo se identifica. Não há ninguém no mundo que não tenha perdido alguém próximo e que não sofra com isso. A canção traz esperança, aconchego e sugere que a vida não é apenas terrena. Quem acredita, quem é espiritualizado, certamente se sente confortado”, diz Di Paullo. “O conteúdo da mensagem, a melodia terna e a participação da Marilia explicam o sucesso da música”, completa. Lançada no fim de fevereiro, Estrelinha vem sendo executada de norte a sul e o vídeo da gravação alcançou em quatro meses 25 milhões de visualizações no YouTube – feito que motivou dupla e gravadora a esticar o período promocional da faixa.

A virada de single deve acontecer até agosto e os irmãos tem algumas candidatas. Entre elas, as inéditas Mesa 14 (romântica) e Quem me dera (mais dançante). Além destas, Em mim só dá você (releitura, com participação de Fátima Leão, de um hit de Zezé Di Camargo & Luciano) e Um outro alguém (To love again), com a participação de Wanessa Camargo. Paulino fala sobre a última citada: “Essa música já foi gravada tanto pela Wanessa quanto por nós. E com o registro deste DVD, resolvemos convidá-la para uma regravação a três vozes”. Ele lembra que a relação com Wanessa é antiga. “A conhecemos desde criancinha. Somos muito amigos do Zezé, um artista que sempre apoiou e prestigiou nosso trabalho, a ponto de nos convidar, em 1997, a participar de uma série de shows ao lado dele e do Luciano”, afirma Paulino.

Além de Marilia, Wanessa e Fátima Leão, o CD traz a participação de duas duplas. As Irmãs Freitas participam nas faixas Bom Jesus de Nazareth e A gente tinha combinado. O duo Maida & Marcelo, em Duas palavras.

LEANDRO & LEONARDO

Di Paullo & Paulino fazem questão de creditar boa parcela do êxito de que desfrutam atualmente a Leandro & Leonardo e, num momento mais recente, ao mais novo e à sua empresa Talismã. “Nos anos 1980 e 1990, éramos como quatro irmãos, nos dávamos muito bem mesmo. Em 1996, fizemos uma turnê nacional com Leandro & Leonardo, participando de dezenas de shows. Depois, em 2011, fomos trabalhar na Talismã, como artistas contratados. Foram cinco anos de ótima convivência com todos lá e um período em que nosso nome cresceu muito junto à mídia, por conta do apoio do Leonardo e de toda equipe da empresa. Em 2015, lançamos pela Som Livre, como o apoio da Talismã, o álbum Não desista, que fez bastante sucesso, tendo o Léo participando em duas faixas”, lembra Paulino.

Em 2016, os irmãos concluíram o cliclo na Talismã e retomaram a condução da carreira, mantendo base e estúdio de ensaios em Goiânia e escritório comercial em São Paulo (tocado por Angela Rodrigues). E é justamente a unidade paulistana que tem sido uma espécie de termômetro da fase atual da dupla. “Nossa agenda cresceu muito neste ano. E temos nos apresentado em eventos concorridos, o que não acontecia antes com frequência. É o caso de praças importantes como Governador Valadares, Montes Claros e Janaúba, onde tocamos neste ano”, diz Di Paullo. Em maio, os irmãos se surpreenderam com o sucesso popular ao serem chamados, como atração surpresa, a participar do show de Marilia Mendonça na Exposição Agropecuária de Goiânia. “O público (cerca de 70 mil pessoas) aplaudiu muito e cantou com a gente, além de Estrelinha, outros dois sucessos da nossa carreira, Amor de primavera e Nada mudou”, acrescenta Paulino.

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