Câmara Municipal reabre processo que pede a cassação do Prefeito de Janaúba

A Câmara Municipal de Janaúba, em reunião realizada nesta segunda-feira (12), resolveu dar prosseguimento ao pedido de cassação do mandato do prefeito Carlos Isaildon Mendes. Na casa tramitava um pedido formalizado por um servidor publico, baseado em denuncias sobre a falta de repasses por parte do Executivo Municipal ao Instituto de Previdência dos servidores (PREVIJAN). O pedido aguardava um relatório do referido Instituto, para que fosse dado prosseguimento ao processo de cassação, o que foi atendido na semana passada pelo presidente da entidade que encaminhou a Câmara o relatório esclarecendo sobre uma reunião com o prefeito de Janaúba Carlos Isaildon e membros do Conselho Deliberativo da Previjan, através do ofício 047/2018.

No referido ofício o presidente da Previjan, Edivaldo José da Silva, informa que na reunião ficou acordado que o Ente Federativo, iria pagar o débito junto ao Instituto da seguinte forma: Pagamento do mês da parcela em vigência, juntamente com uma parcela vencida, assim, até a quitação das competências em atraso; e que o executivo se comprometeu a não atrasar mais os repasses do recurso. Junto ao ofício, foi encaminhado cópia da Ata da reunião devidamente assinada pelos conselheiros e pelo prefeito, e com a planilha dos cálculos das contribuições previdenciárias em atraso. O Montante da dívida apresentada é de R$ 2.647.573,72. Diante da apresentação do relatório e da pressão da classe de servidores, o presidente da Câmara Adauri Soares Cordeiro, resolveu dar prosseguimento a ação e criar a Comissão Processante. Os vereadores para compor a comissão foram escolhidos através de sorteio que contou com a ajuda de uma criança do residencial Dona Lindú que estava no plenário acompanhando a reunião juntamente com seus pais que reivindicavam a volta do trasporte escolar para aquela localidade.

Os três vereadores escolhidos foram Augusto Wagner, Marcelo Alves e João Oliveira. Após reunião foi decidido entre os três que a Presidência da Comissão ficaria com o vereador João Oliveira e a relatoria ficaria a cargo do vereador Augusto Wagner. Passada essa fase a Comissão fará uma minuciosa investigação e irá exarar um parecer. O relatório então será votado e será decido ou não pelo afastamento do prefeito.
A votação para o prosseguimento da ação contou com apoio de todos os vereadores inclusive o líder do prefeito na câmara, Paulo Roberto de Oliveira (Pauleca), que mesmo se pronunciando contrário optou por apoiar os colegas na votação que culminou com o prosseguimento da investigação.

Por Pablo de Melo

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